Olá Mundo!!!











{Março 26, 2008}   Momentos…

Geralmente ouve-se falar sobre o valor da amizade.
Eu ultimamente penso no valor dos momentos que os amigos nos proporcionam.

Momentos valiosos, não apenas quando nos encontramos ansiosos, deprimidos
e perdidos e surge um amigo que com sua presença fazem nos sentir melhor.

Mas também quando se compartilha a simplicidade das brincadeiras, o bate-papo,
as horas no telefone…

Porém existem aqueles momentos que queremos congelar,
ahh esses sim são extremamente valiosos. Aquela fase na nossa vida que não
volta atrás, por mais que tentamos fazer parecido…não dá!

Ao longo de nossa vida muitos amigos passam por ela e nos deixam saudade,
mas também deixam a recordação de tudo que foi vivido.

Momentos, é a palavra que me vem na cabeça quando olho essa foto. Saudades
é a que vem em seguida…

smash-022.jpg

Eu, Silvia e Lú, ano de 2005, Smash no Open Bar….um momento valioso.
Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica…
Vinícius de Moraes



{Março 22, 2008}   Filosofia libertária

A História de Thelema
Thelema é uma palavra grega que significa “vontade”.
Esta palavra foi escolhida para designar um sistema
filosófico, cujo o corpo central exorta homens e
mulheres a se tornarem seres livres, utilizando como
método a descoberta de suas Verdadeiras Vontades.

Thelema vem sendo elaborada há mais de um século e
tem sido uma filosofia aceita e firmemente difundida
ao redor do mundo através de várias organizações
thelemicas, sendo a Ordo Templi Orientis a de maior
destaque internacional.

A Filosofia de Thelema foi fundada em 1904 pelo mago e
ocultista inglês, Aleister Crowley, a partir do
recebimento de um Texto Sagrado entitulado
“Liber Al vel Legis”, ou, simplesmente, “O Livro da
Lei”. Este Livro Sagrado contém os fundamentos mágicos,
místicos e filosóficos que formam as bases do sistema
legado ao mundo por Crowley.

Os postulados máximos da Filosofia de Thelema são:
“Faz o que tu queres será o todo da Lei”
“Amor é a lei, amor sob vontade.”
Dentre os diversos  pensadores dessa filosofia, o mais
proeminente e incisivo foi François Rabelaus que, em
1532,  escreve o famoso livro “Gargantua e Pantagruel”.
Neste livro Rabelaus fala da fundação de uma  “Abadia de
Thelema”, um local proposto para o desenvolvimento das
virtudes humanas e que era  extremamente contrário às
idéias cristãs da época. A regra máxima da “Abadia de
Thelema” era: “Faz o tu que queres”.

fonte: <a href=”http://www.ordotempliorientisbrasil.org/” e Cyberblue.



{Março 22, 2008}   EM DEFESA DAS DIFERENÇAS
preconceito.jpg       EM DEFESA DAS DIFERENÇAS

Luz e sombra.
Noite e dia.
Positivo e negativo.
Feminino e masculino.
Como delinear a diferença?

O que separa é o que une.
O Sol é a deusa da luz.
A Lua é o lua refletindo a luz dela, tão bela,
que dá vida à sua vida.

Separamos, diferenciamos, discriminamos e criamos
situações em que não sabemos como agir.
Ela é mulher, mas provoca, inflama a ira, atreve-se
a querer ser como os homens.
Quem deu o padrão?

Ele é o macho sem sensibilidade, que não houve nada,
só esmurra e grita.
Será que é assim?
Será que somos assim de verdade?

Veja lá dentro como tudo se funde no homem que
chora e na mulher que combate.
Homens maquiados, roupas de grife, cabelos
pintados, gestos delicados, suaves, mãos bem tratadas.
Bigodes, barbas, anéis e correntes já não são seus enfeites.
Também usam brincos.

Alguns delicados, brilhantes ou dourados.
Outros, como os nativos índios amados, colocam madeira
para abrir buracos nos lobos da orelha de
um lado ou dos dois.
Os piercings nas bocas, nas sombrancelhas, nas mamas,
pelo corpo espalhados.

Sinais de autocontrole, de suporte à dor, como as
tatuagens em locais delicados.
As mulheres igualmente se vestem com calças,
sapatos enormes de solas bem altas.
Nem mais pintam os lábios do antigo carmesim.
E tudo se confunde para quem não consegue ver
além da superfície.

Na sua macheza, ensinada e aprendida, precisa
controlar e dominar a fêmea.
Mas a jovem de hoje é incontrolável.
É mais homem.
Relacionamentos quebrados.

Surgem atritos, enfrentamentos, confrontos e deslocamentos.
No jornal, os meninos de mãos na cabeça.
Estariam todos se alongando ao sol de verão?
Ou eram as armas de seus outros irmãos que estavam apontadas
 em sua direção?

Prisioneiros de celas fugindo por túneis.
Prisioneiros de guerra sofrendo torturas.
Prisioneiros nas casas de muros cada dia mais
altos. Até onde subirão os muros que nos protegerão?
Há proteção contra nós?

Policiais em blitz, com armas na mãos.
Tanto perigo, tanta aflição.
Uma simples mudança de orientação.
Mais feminilidade em nossa canção, em nossa caminhada
compartilhada.
Mais linhas arredondadas nos prédios, nas casas, nas
mentes e no coração.

Valor à vida, com responsabilidade e dignidade.
Uma corda muito esticada se parte.
Uma corda frouxa não cumpre sua função.
Não a corda que enforca, nas penas de morte, que causam
 mais penas em toda a nação.
Nos E.U.A, foi feita uma enquête em que perguntavam se
a vítima se satisfazia assistindo à morte
do agressor.

Morte julgada e condenada por corte suprema.
Não adiantava.
A dor continuava. “Queria ver de novo e de novo ele (ela) morrer.”
Só se morre uma vez.
Na estrada, a caminho do aeroporto, há ainda alguns
pássaros que migraram.
Lagos refletem luzes e galhos.

Outono dourado nos arredores de Nova York.
Quando nos lembramos de 11 de setembro, por causa de
 um carro todo pintado com a bandeira, ficamos
em silêncio.

Um silêncio triste e pasmado, de uma dor profunda que
 trascende a vingança, o ódio e o rancor.
Silêncio que se compromete em um gesto de dor a jamais
responder à violência.
Tarefa difícil.

É fácil gritar, é fácil brigar, é fácil morrer e,
até mesmo, matar.
Difícil e forte é quem age com acerto.
Não apenas reage, boneco manipulado.
Força e coragem precisam aquelas pessoas sinceras que
fazem a opção de negar tudo que contrarie o
bem da verdade, da vida.

Monja Coen



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etc.